QUIENES SOMOS

La Articulación de los Pueblos Indígenas de Brasil (APIB) es una instancia colectiva y referencia nacional del movimiento indígena en Brasil.

La Articulación de los Pueblos Indígenas de Brasil – APIB fue creada por el movimiento indígena en el Campamento Tierra Libre de 2005. El ATL es nuestra movilización nacional, realizada cada año, desde 2004, para hacer visible la situación de los derechos indígenas y reivindicar del Estado Brasileño la atención a sus demandas y reivindicaciones. 

La APIB es una instancia de referencia nacional del movimiento indígena de Brasil, creada de abajo a arriba. Ella concentra nuestras organizaciones regionales indígenas y nació con el objetivo de fortalecer la unión de nuestros pueblos, la articulación entre las diferentes regiones y organizaciones indígenas del país,  además de movilizar los pueblos y organizaciones indígenas contra las amenazas y agresiones a los derechos indígenas. 

Hoy la APIB está una vez más aquí y cumple su importante papel. 

QUIENES SON LA APIB

La APIB fue creada por el Campamento Tierra Libre (ATL) de 2005, la movilización nacional que es realizada cada año, desde 2004, para hacer visible la situación de los derechos indígenas y reivindicar del Estado Brasileño la atención a las demandas y reivindicaciones de los pueblos indígenas. 

Hoy la APIB tiene su representación en todos los estados brasileños a través de las organizaciones regionales que la componen: 

 

  • Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME)
  • Conselho do Povo Terena
  • Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE)
  • Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL)
  • Grande Assembléia do povo Guarani (ATY GUASU)
  • Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)
  • Comissão Guarani Yvyrupa.

La Coordinación de las Organizaciones Indígenas de La Amazonia Brasileña (COIAB) surgió en 1989, con representaciones en los estados Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima y Tocantins. La consolidación del movimiento indígena organizado y las perspectivas del futuro de los pueblos indígenas de Brasil se fortalecieron más a partir de la década de 90, con el desarollo de un importante papel por la COIAB en este escenario, tanto de manera regional, como nacional. És estimado que en 1985 había en Brasil menos de 50 organizaciones indígenas. En 1990, este numero sube para aproximadamente 100 organizaciones y llega en 2002, apenas en Amazonia, a mas de 300 organizaciones indígenas¹ (Fonte: PDPI – Projeto Demonstrativo dos Povos Indígenas).

En las últimas dos décadas hubo una consolidación progresiva de la participación indígena en diferentes áreas de política pública que abordan cuestiones relacionadas con los pueblos indígenas y en instancias políticas representativas, como ayuntamientos, consejos y gobiernos estatales. La participación de los liderazgos indígenas en importantes debates temáticos a nivel nacional e internacional, como la salud y la educación, permitió una mejor capacitación de los líderes en los procesos de discusión e intervención, especialmente a nivel local y regional. El logro de estos pasos hizo posible que COIAB se convirtiera en uno de los principales interlocutores de los pueblos indígenas de la Amazonía y Brasil frente al gobierno y la sociedad brasileños.

 Durante el período de 2006 a 2016, COIAB trabajó intensamente en la construcción de una planificación estratégica a corto, mediano y largo plazo que contemplara las principales demandas y deseos del movimiento indígena, en una perspectiva de implementación por parte de la gerencia de la organización y para la gestión futura, siempre en la búsqueda del fortalecimiento y autonomía de los pueblos y organizaciones indígenas. Este proceso involucró a varios líderes en reuniones de CONDEF – Consejo Deliberativo y Fiscal de COIAB, en Asambleas de COIAB, en reuniones internas de la Coordinación Ejecutiva junto con sus socios / colaboradores, en seminarios y foros.

La COIAB trabaja para unificar las acciones del movimiento indígena amazónico y nacional, de manera estratégica, y busca enfocarse en las principales áreas de actividad del movimiento indígena, como el derecho a las tierras indígenas. Apoya las demarcaciones y la ratificación de reservas, denuncia las invasiones y presiona las autoridades competentes para la desintrusión urgente de los territórios indígenas. Apoya a los pueblos y organizaciones indígenas; en la salud diferenciada y culturalmente sensible para los pueblos indígenas, con control social por parte de los pueblos indígenas, incluida la capacitación y el empleo de profesionales de la salud indígenas y el reconocimiento e incorporación de conocimientos y prácticas tradicionales; la creación de condiciones para la plena participación de las mujeres indígenas en el movimiento indígena,  fortaleciendo las asociaciones de mujeres y protegiendo sus medios de vida; fortalecer las actividades económicas que garanticen medios de vida dignos a través de opciones económicas sostenibles y de bajo impacto; el análisis de amenazas individuales y sistémicas, el desarrollo y la lucha por la implementación de herramientas y metodologías culturalmente apropiadas para la planificación ambiental, la zonificación de reservas y la capacitación de profesionales indígenas; e intervención en políticas públicas relacionadas con tierras indígenas en todos los niveles de gobierno e incluso internacionalmente, participando en grupos de trabajo y otras iniciativas de control social, reclamando apoyo financiero para iniciativas de interés para el movimiento indígena y en la ejecución directa de acciones en zonas indígenas.

 

 Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME) é uma Organização Indígena não governamental regional sem fins lucrativos, criada em maio de 1990, durante o 1º Encontro de articulação de povos indígenas da região Leste e Nordeste do país, realizado na Terra Indígena do Pataxó Hãhãhãe, em Itabuna, Bahia.

A Organização atuou por 05 anos como uma articulação informal, tendo como principal bandeira de luta, a defesa de direitos humanos e da regularização dos territórios indígenas da região. Com mais de 20 anos de existência, atua junto a uma população constituída por mais de 213 mil indígenas, em territórios e comunidades de 10 Estados compreendidos em sua área de abrangência (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe).

O Nordeste, primeira região a sofrer os impactos da ação colonial iniciada no século XVI, ainda conta com uma forte e expressiva presença de Povos Indígenas.

A história desses Povos é marcada por um intenso processo de resistência contra o avanço do capitalismo, fundado e mantido essencialmente na exploração do trabalho das populações originárias e negras, e na usurpação da terra e seus recursos naturais.

Dentre os movimentos indígenas voltados à recuperação de sua autodeterminação e controle territorial, destacam-se a luta para que o Estado brasileiro assegure direitos que lhes permitam viver de acordo com suas formas próprias de organização social, e as ações de retomada de suas terras. Nesse contexto, as mulheres indígenas tiveram um papel fundamental, liderando e embasando importantes movimentos e ações para o alcance desses objetivos, empenhando suas forças e capacidades de luta e seus saberes ancestrais.

Desde o início das primeiras articulações entre os Povos da região, as mulheres figuraram e participaram ativamente de importantes organizações, como as Comissões de Professoras(es) Indígenas, Conselhos Distritais de Saúde Indígena, etc., como até hoje ocorre. A própria criação da APOINME, foi marcada por relevantes atuações femininas, como a da liderança Maninha Xukuru. A luta dos povos indígenas, intrinsecamente ligada à defesa territorial, é centrada no Ente feminino que a Mãe Terra representa como a grande geradora e garantidora da vida.

A ação da APOINME é, pois, historicamente associada ao papel das mulheres indígenas no cenário das lutas por garantia e efetivação de direitos.

O Conselho do Povo Terena foi constituído em 2012, e se localiza no estado do Mato Grosso do Sul.

Desde a Guerra do Paraguai os povos indígenas do pantanal não se reuniam. Após 177 anos, as lideranças terena se reúnem juntamente com representantes do povo Guarani, Kaiowá e Kinikinau na terra indígena Taunay/Ipegue, na aldeia Imbirussú nos dias 01, 02 e 03 de junho de 2012.

As lideranças da Aldeia Imbirussú, Aldeia Bananal, Aldeia Lagoinha, Aldeia Ipegue, Aldeia Água Branca, Aldeia Colônia Nova, Aldeia Morrinho, Aldeia Limão Verde, Aldeia Buritizinho, Aldeia Cruzeiro, Aldeia Taboquinha, Aldeia Brejão, Aldeia Lalima, Aldeia Argola, Aldeia Passarinho, Aldeia Cachoeirinha, Aldeia Moreira, Aldeia Pilad Rebuá, Aldeia Água Azul, Aldeia Tereré, Aldeia Buriti, Aldeia Olho d’água, Aldeia Mãe terra, Aldeia Urbana Marçal de Souza e Associação dos Moradores indígenas do distrito de Taunay; juntamente com seus anciões, professores, diretores, acadêmicos indígenas, agente de saúde e suas organizações.

Grande Assembléia do povo Guarani (ATY GUASU)

Comissão Guarani Yvyrupa (CGY) é uma organização indígena que congrega coletivos do povo guarani das regiões Sul e Sudeste do Brasil na luta pelo território. O ato de fundação da Comissão  foi uma grande assembleia, ocorrida em 2006, onde estiveram presentes mais de 300 lideranças políticas e espirituais na Aldeia Peguaoty (no Vale do Ribeira/SP). As atividades oficialmente tiveram início em 29 de março de 2007 em cerimônia realizada junto à 6ª Câmara do Ministério Público Federal em Brasília. Desde então, a CGY vem se apoiando nos modos próprios de organização guarani, onde se escuta os anciões e as lideranças para definição das estratégias de ação política na luta por direitos.

Comissão Guarani Yvyrupa (CGY) é uma organização fundada e gerida pelas lideranças guarani das diversas aldeias de todo Sul e Sudeste do Brasil, com o intuito de articular nacionalmente a luta de nosso povo pela recuperação de parte do território que nos foi usurpado paulatinamente desde a Invasão Européia.

Yvyrupa é a expressão utilizada em guarani para designar a estrutura que sustenta o mundo terrestre, e para nós seu significado evoca o modo como sempre ocupamos o nosso território de maneira livre antes da chegada dos brancos, quando não existiam as fronteiras (municipais, estaduais e federais) que hoje separam nosso povo.

Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE)

A Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpin Sul) é uma organização que desde 2006 tem como o intuito desenvolver meios para articular o movimento indígena da região Sul e buscar unir os povos indígenas Kaingang, Xokleng, Xetá e descendentes de Charrua, com o intuito de acumular forças políticas para se contrapor a avalanche de ameaças e agressões dos setores aintiindigenistas.

No decorrer deste processo, a Arpin Sul tem atuado junto ao movimento indígena a nível nacional, desde 2006. E atualmente tem desenvolvido diversos trabalhos como, a realização do Prêmio Culturas Indígenas, que em 2012 chega a sua 4º Edição, a organização dos 33 Pontos de Cultura Indígena da região Sul e Sudeste, o Projeto Direitos Humanos nas Comunidades Indígenas, a atuação permanente no Acampamento Terra Livre (ATL), entre outros trabalhos em defesa das comunidades indígenas.

Neste ano, a Arpin Sul, tem desenvolvido ações que possam dar voz as comunidades em relação às diversas situações anticonstitucionais que tem acontecido nos últimos anos, principalmente sobre os atos federais que ocorreram no primeiro semestre deste ano, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/00, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que insere as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação da demarcação de terras indígenas e áreas de conservação ambiental.

SOBRE lA APIB

La articulación de los pueblos indígenas de Brasil – APIB es una instancia de aglutinación y referencia nacional del movimiento indígena en Brasil, que nació con el propósito de:

– fortalecer la unión de los pueblos indígenas, la articulación entre las diferentes regiones y organizaciones indígenas del país;

– unificar las luchas de los pueblos indígenas, la agenda de demandas y la política del movimiento indígena;

– Movilizar a los pueblos y organizaciones indígenas en el país contra las amenazas y los ataques contra los derechos indígenas.

La Creación

APIB fue creada por el Campamento Terra Livre (ATL) de 2005, la movilización nacional que tiene lugar cada año, a partir de 2004, para hacer visible la situación de los derechos indígenas y exigir que el Estado brasileño cumpla con las demandas de los pueblos indígenas.

Organizaciones

Las siguientes organizaciones indígenas regionales son parte de APIB: Articulación de Pueblos Indígenas del Nordeste, Minas Gerais y Espírito Santo (APOINME), Consejo del Pueblo Terena, Articulación de Pueblos Indígenas del Sudeste (ARPINSUDESTE), Articulación de Pueblos Indígenas del Sur (ARPINSUL ), Gran Asamblea del pueblo Guaraní (ATY GUASU), Coordinación de Organizaciones Indígenas de la Amazonía Brasileña (COIAB) y Comisión Guaraní Yvyrupa.

Misión

Promoción y defensa de los derechos indígenas, basada en la articulación y unión entre pueblos indígenas y organizaciones de diferentes regiones del país.

Objetivos

→ Promover movilizaciones y articulación permanente del Movimiento Indígena, en diferentes regiones y a nivel nacional.

→ Formular e implementar un programa de capacitación para líderes y organizaciones indígenas.

→ Evaluar y centrarse en la construcción e implementación de políticas públicas específicas y diferenciadas direccionadas a los pueblos indígenas, en las diferentes áreas de interés: salud, educación, tierra, medio ambiente, legislación, sostenibilidad, derechos humanos y participación y control social.

→ Desarrollar un Programa de Información y Comunicación sobre la realidad de los derechos indígenas, junto con las basis del movimiento indígena, el Estado y la opinión pública nacional e internacional.

→ Construir y fortalecer alianzas con el movimiento indígena internacional y otros movimientos sociales, así como alianzas con instituciones y redes de solidaridad y apoyo a causas sociales, especialmente las de los pueblos indígenas.

→ Garantizar la infraestructura institucional y organizativa, así como el mantenimiento del equipo político y técnico necesario para la implementación del plan de acción APIB.

Demandas

El movimiento indígena articulado por APIB exige al Estado brasileño que cumpla con las siguientes demandas:

→ Demarcación, desintrusión y protección de tierras indígenas.

Legislación indigenista:

– Aprobación del nuevo estatuto para los pueblos indígenas;

– Aprobación del proyecto de ley que crea el Consejo Nacional de Política Indígena (CNPI);

– Rechazo de iniciativas legislativas anti-indígenas (PL’s, PEC’s), que buscan revertir los derechos garantizados por la Constitución Federal de 1988.

– Aplicación de la Convención 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y la Declaración de la ONU sobre los derechos de los trabajadores. Pueblos indígenas, que garantizan el derecho a una consulta gratuita, previa e informada sobre cualquier tema que nos afecte.

→ Justicia: fin de la violencia y criminalización contra líderes y comunidades indígenas, como resultado de la lucha por la tierra.

Salud indígena:

– creación de la Secretaría Especial de Salud Indígena.

– reconocimiento y capacitación de las categorías de agentes de salud indígenas (AIS) y agentes de saneamiento indígenas (AISAN);

– autonomía política, administrativa y financiera efectiva de los Distritos Sanitarios Indígenas Especiales (DSEI);

Educación escolar indígena:

→ educación diferenciada, educación primaria y secundaria completa y de calidad, educación vocacional, acceso a la educación superior, con programas y cursos especiales destinados a satisfacer las necesidades de los pueblos indígenas

Gestión territorial y sostenibilidad:

→ consolidación e implementación de la Política Nacional de Gestión Ambiental en Tierras Indígenas (PNGATI).

Participación y control social:

→ participación equitativa en los diferentes organismos gubernamentales (comisiones, consejos y grupos de trabajo) que discuten y guían la implementación de políticas públicas dirigidas a los pueblos indígenas.

Estructura

→ Campamento Terra Livre

La instancia principal de APIB es el Campamento Terra Livre (ATL), la más grande movilización indígena nacional, que se reúne cada año, en la explanada de ministerios, en Brasilia-DF, la capital de Brasil, con más de 1000 líderes de todas las regiones del país, bajo la coordinación de los líderes de las organizaciones indígenas regionales que conforman APIB.

ATL permite el intercambio de realidades y experiencias tan diferentes, la identificación de problemas comunes, la definición de las principales demandas, y la deliberación sobre los ejes programáticos y las acciones prioritarias de APIB.

→ Foro Nacional de Líderes Indígenas / Organizaciones indígenas regionales.

Para hacer factibles las deliberaciones y referencias de Camp Terra Livre, los líderes de las organizaciones de base de APIB, aproximadamente 40 líderes, constituyen el Foro Nacional de Liderazgo Indígena (FNLI), que se reúne dos veces al año, con el objetivo de evaluar y definir el Plan de acción APIB.

→ Comisión Nacional Permanente (CNP)

La implementación del plan de acción APIB es responsabilidad de una Comisión Nacional Permanente (CNP) establecida en Brasilia-DF, compuesta por representantes de las organizaciones indígenas regionales que conforman el APIB.

El Plan de Acción consiste en una serie de acciones que buscan llevar a cabo la misión, los objetivos estratégicos y las demandas centrales de la organización, tales como:

– Movilización Nacional Indígena (Campamento Terra Livre);

– movilizaciones y acciones indígenas a nivel local y regional;

– seminarios temáticos y cursos de capacitación para líderes y organizaciones indígenas;

– reuniones del Foro Nacional de Liderazgo Indígena (FNLI);

– acciones de intercambio y solidaridad entre regiones;

– reuniones del Foro en Defensa de los Derechos Indígenas (FDDI);

– participación en iniciativas para la articulación y movilización del movimiento indígena internacional, principalmente en América Latina;

– participación en eventos internacionales promovidos en el marco de las Naciones Unidas (ONU), como el Foro Permanente sobre cuestiones indígenas;

– expansión y fortalecimiento de alianzas con otros segmentos y movimientos sociales;

– articulación y seguimiento de las acciones de los poderes legislativo y judicial;

– participación de organismos gubernamentales y no gubernamentales que discuten los derechos indígenas.

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